Monday, April 03, 2006

Alberto Caeiro
O Guardador De Rebanhos

(8-3-1914)
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como um malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nêle
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fêz para pensarmos nêle
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para êle e estarmos de acôrdo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...

Karvela (o que eu gosto disto!)

Wednesday, March 08, 2006

Patilhas Portas

Paulo Portas deu uma entrevista. Com aquele arzinho afectado, de maria arrogante, lá foi dizendo que Cavaco Silva não ia ser grande porra como PR, e que daqui a “vinte e tal anos” ele vai ser da idade do Professor. Logo, deixando no ar que se vai candidatar. Pessoalmente, comprometo-me desde já a contribuir para a derrota retumbante do Sr. Dr. nessas eleições presidenciais. Nem quero pensar em Paulo Portas como Presidente da República. Mergulharia o país numa depressão brutal. Suicídios em massa, nevoeiro todos os dias, explosão do sol, Luís Delgado em tanga na capa da FHM.

Mas o que me incomodou não foi isso. O Paulo Portas a dizer alarvidades já é pleonasmo, e eu não gosto de repetições, e eu não gosto de repetições. O que me incomodou foi a bela da patilha. Paulo Portas apresenta-se agora com o cabelo mais comprido, deixando antever que se vai tornar numa espécie de Michael Bolton português, careca em cima, mas com uma farta juba atrás. E, lá pelo meio daquela volumosa melena, um par de patilhas compridas. Já estou mesmo a ver, PP com a sua bela samarra, bronzeado, os dentes como pérolas, as patilhas imponentes, num monte no Alentejo, o seu Sacadura Cabral a fazer mossa, esmagando os camponeses apenas com as palavras.

Ai, Paulo Portas, Paulo Portas… ainda não me tinha lembrado de ti para este blog. O meu ódio de estimação está de volta depois do exílio político. Eu não me esqueci dos fiascos governativos, Paulinho.
Karvela

Sunday, February 26, 2006

Foi o pagode!

Meio grogue, meio ensonada, escrevo no rescaldo do sábado de Carnaval.
Houve alteração de planos e esta que vos escreve acabou por ser a Morticia. Mais baixa que a sua mais velha, que teve de se agachar em quase todas as fotos...
O Gomez foi um estranho cruzamento entre Addams e cigano; eu própria parecia a Cidália Moreira. Tivéssemos nós chegado de Ford Transit e não sei se não achariam que a máscara era outra coisa.
A Wednesday estava perfeita. A cara de frete na maioria das fotos é um achado!
O tango dançado no baile de Carnaval enquanto a Wednesday fazia uma recriação de dança contemporânea foi outro dos momentos altos.
A Morticia de saltos vertiginosos, que se aguentou das 22h às 3h! Dói, dói muito!
As pessoas a perguntar "Estão de quê?". A nossa resposta foi, invariavelmente, a expressão facial, porque sozinhos não valíamos nada, mas em grupo era tão óbvio...

A foto, ocultando as identidades, virá ainda hoje, espero.

Karvela

Sunday, January 29, 2006

Mudei de tasca

Se dentro de duas horas não for reencaminhado para o novo endereço, clique aqui:
http://lagostim.blogspot.com

Karvela